‘Making Of’ de Metal Morbius – Prólogo

Comecei essa semana a criação do primeiro suplemento para MODULA 6: Metal Morbius, um cenário pós-apocalíptico cyberpunk alienígena.

Para a confecção deste cenário, estou seguindo um guia escrito no The Free RPG Blog (aliás, o blogo como um todo é uma leitura altamente recomendada). Por isso, decidi postar aqui as estapas que estou seguindo para escrever o cenário sendo que cada post da série terá um correspondente aqui.

Devo confessar que postar cada fase aqui acaba me ajudando a manter a disciplina e um pouco do entusiasmo nas fases mais trabalhosas do projeto.

As partes previstas para este ‘making of’ são:

  1. Inspiração
  2. Pesquisa
  3. Escrita e estilo
  4. Ambientação
  5. Sistema
  6. Organização
  7. Testes
  8. Publicação

Para hoje, tudo que tenho é uma breve descrição da ideia, que irá nortear o desenvolvimento do restante do jogo. Então, conheçam o Primeiro Esboço de…

METAL MORBIUS

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O Império Galático se foi. Agora, as naves se empilham em verdadeiros ferros velhos, e a viagem interplanetária se tornou cara demais. Pouco progresso se vê nas antigas potências e agora, a incerteza traz conflitos devastadores para os planetas politicamente mais instáveis.

Em meio a este caos político, uma colônia se tornou atraente para os mais desesperados. Uma base que promete receber os perseguidos políticos, pessoas buscando uma segunda chance ou simplesmente homens e mulheres que não querem ser encontrados.

Morbius é uma enorme colônia decadente em um planeta que ninguém lembra o nome – muito mais comum é se referir ao planeta como o nome da Colônia, a sua única porção habitada.

Quase ninguém vem parar nesta cidade murada por livre e espontânea vontade. Circunstâncias críticas na vida de seus habitantes ou simplesmente a intenção de fazer negócios escusos são os motivos mais comuns e, acredite, existe um bocado de pessoas nesta cidade.

Seus prédios retorcidos, sujos e a bruma da poluição é o único horizonte visível, ao menos que você esteja no topo dos prédios altíssimos do centro. Sua disposição é caótica, desorganizada e as vias formam um cenário quase labiríntico.

A colônia é governada com punhos de ferro pelo Lorde Drakor, um humano extraodrinário, influente e poderoso. Sua famosa Patrulha da Ordem (PO) policiam as partes que Drakor julga mais conveniente ser vigiada, embora é sabido haver espiões do governador em cada bar, viela ou beco. A Patrulha é violenta, opressora e atua como polícia, juiz e juri – daqueles que não fazem muitas perguntas. Lorde Drakor se tornou um governante terrível e poucos são aqueles que ousam desafiar sua autoridade, mesmo sabendo que as taxas estão cada vez mais caras e o custo de vida elevado demais para a maioria das pessoas manterem uma vida digna.

Não bastasse a tirania da colonia, recentemente, Morbius recebeu uma grande quantidade Lagartianos refugiados de uma guerra sangrenta em seu planeta natal, o mais próximo que é habitado de alguma forma. Lagartia sofreu um golpe de estado e agora os simpatizantes da antiga linhagem foram obrigados a fugir às pressas. Isso gerou uma relativa sobrecarga nos bairros mais periféricos de Morbius e muitos olham com desconfiança os Lagartianos com seus costumes e valores exóticos.