#RPGaDay 3 – Meu jogo novo favorito: D&D 5E

Cheguei atrasado para o RPGaDay 2015, mas acho legal falar sobre um assunto específico como um micro-post ou algo assim. Vamos ver se eu consigo manter o ritmo das postagens 🙂

Pois bem, vamos lá. O dia 3 é sobre meu jogo favorito nos últimos 12 meses. Digo que este é um começo bem fácil, pois sou um grande fã do D&D 5E e gostaria de falar dele aqui faz um tempo. Então esta é a minha chance!

Dungeons & Dragons é o RPG que eu posso dizer que sou fã. É o jogo que eu compraria uma camiseta, exemplo. A marca remete muito à cultura do RPG em si. Para mim D&D é maior que o próprio hobby.

Mas nem sempre essa relação foi tranquila. Cheguei a mencionar algo aqui no blog, mas eu sofri um “burn out” no RPG. Eu não aguentava mais o jogo enquanto hobby e não me divertia mais com isso. Boa parcela de culpa foi o D&D 3.5 e seus inúmeros modificadores. Chegou uma hora que eu não aguentava mais Feats, Skills, Ranks e tudo o mais. Então eu o abandonei. Deixei a quarta edição passar, totalmente desinteressado no que a WotC tinha oferecido.

Encontrei paz com o Fate, por um motivo muito específico. Eu conseguia fazer do Fate o MEU sistema. Eu poderia montar o jogo, compor aspectos e façanhas da maneira que eu queria. Nenhum grupo joga Fate como outro. Ele se torna seu.

Eu julgava difícil o D&D me dar uma experiência como essa. D&D nunca foi modular e se você não gostava de uma regra, dificilmente poderia descartá-la sem gerar um “efeito cascata” sobre uma porção de regras. O resultado era discussão com jogadores que queriam este ou aquele Feat.

Então veio a quinta edição. Eu olhei com um certo desdém o Basic Rules, mas aos poucos percebi que eles tinham feito muita coisa bacana. Backgrounds, Advantage/Disadvantage, Proficiency Bonus unificado e assim vai.

Aquilo tudo era incrível! Então fui até o Terra Magic e comprei o Player’s handbook. Devo dizer que fiquei feliz com o tom do texto, tudo remetendo ao jogo que eu amava. Regras que eu podia reconhecer como sendo D&D e muita coisa voltada à narrativa do jogo. Finalmente o D&D abraçou o grande diferencial do RPG de mesa frente aos video-games: a interação social entre os jogadores e a possibilidade de criar histórias incríveis.

Feats opcionais, grids opcionais, não preciso me preocupar com bônus e penalidades – basta dizer se isso é uma vantagem ou desvantagem.

Mas a quinta edição só se tornou a minha favorita quando coloquei meus olhos no DMG. Que livro incrível. O trope codifier definitivo do RPG. Nuances da OSR ali, com um pouco de Fate acolá – tudo era opcional e o DMG se preocupa muito em deixar bem claro: eis as ferramentas, agora faça desse o SEU Dungeons & Dragons.

Para mim, este é o grande mérito desta edição. Está tudo ali, chega dessa briga de edições e vamos jogar o mesmo jogo. Os três livros estão excelentes. A qualidade é de cair o queixo e aguardo ansiosamente a possibilidade de trabalhar nele usando alguma licença aberta.

O D&D volta ao topo com grande estilo. Bem a tempo de se comemorar 40 anos do jogo, por sinal. A justiça foi feita e posso dizer que voltei a gostar de D&D por causa dessa edição.